quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Uma foto e sua ligação imaginária com Brasília

Dei de olhos nessa fotografia, dias atrás.
Ao deter-me nas flores postas à frente da pintura “natureza morta”, logo saí a imaginar interpretação dos elementos presentes.
Então, no primeiro plano, mais aparecem as rosas artificiais, adonando-se do espaço de maior visibilidade e que me lembram... Ah, o poder político de Brasília, aquela bolha de falsidade e cinismo com sinistros objetivos, tentando pintar painel cor-de-rosa da situação nacional aos menos informados. E àqueles que piamente acreditam em tudo o que sai na televisão, na mídia.
Mas aos belos botões vermelhos das rosas autênticas mal coube um ponto lateral. Simbolizam os brasileiros, inclusive a minoria de políticos, preocupados verdadeiramente com o País, mas para o lado empurrados pela força assaltante da corrupção.
Bem, a pintura emoldurada falaria de um Brasil desejoso de renascer como lindas telas de figuras humanas em paisagens de justiça e bem-estar, paz e solidariedade.


Roma locuta, causa finita

Essa expressão latina, do direito romano, para quem não se lembra, quer dizer mais ou menos isso: se o tribunal de Roma falou, a causa está finda, terminada.
Pois tenhamos presente que a condenação de Lula e de outros processados, em primeira instância, não quer significar que tenha havido término da causa.
Pode ser que haja aumentos ou diminuições de penas e mesmo absolvições, pelos tribunais superiores, o que não se deve ignorar.
Pois em homenagem ao estado de direito e à necessária paz social, aguardemos que fale nossa Roma, isto é, Brasília pelo Supremo Tribunal Federal. Passadas em julgado as sentenças, será a hora da alegria ou tristeza, da conformidade ou da decepção.

Almiro Zago

Uma boa palavra?

Para o nosso tempo, tenho muito apreço pelo substantivo sensatez
(1. Qualidade de sensato; bom senso. 2. Cautela, previdência, prudência. 3. Discrição, reserva, circunspeção.) Dicionário Aurélio.
A primeira acepção, a mim parece, já basta para o bem agir.

Almiro Zago


Eclipse solar ou romance astral

Almiro Zago
No infinito, imenso amplexo
tórrido de amor 

e ausente nexo.
O Sol amoroso cede a cena
e sua amada, a Lua plena
em fugaz conquista
gloriosa desfila em
palco colossal.